Um texto autobiográfico, tío comovente quanto surpreendente, sobre o que é crescer sem míe. lê se como um romance mas é feito de vida. finalista dos prémios pen clube e fernando namora plano nacional de leitura literatura 15 18 anos maiores de 18 anosperto de fazer quarenta anos, hugo gonçalves recebeu o testamento do avô materno dentro de um saco de plástico. iniciava se nesse dia uma viagem, geográfica e pela memória, adiada há décadas. o primeiro e principal destino: a tarde em que recebeu a notícia da morte da míe, a 13 de março de 1985, quando regressava da escola primária. durante mais de um ano, o escritor procurou pessoas e lugares, resgatando aquilo que o tempo e a fuga o tinham feito esquecer ou o que nem sequer sabia sobre a míe. das férias algarvias da sua infância aos desgovernados anos de nova iorque, foi em busca dos estilhaços do luto a cada paragem: as cassetes com a voz da míe, os corredores do hospital, o colégio de padres, uma cicatriz na perna, o...
